Grupo Corpo - Obras - Nazareth
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coreografia: Rodrigo Pederneiras

música: José Miguel Wisnik (sobre obras de Ernesto Nazareth)

cenografia: Fernando Velloso

figurino: Freusa Zechmeister

iluminação: Paulo Pederneiras

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coreografia: Rodrigo Pederneiras

música: José Miguel Wisnik (sobre obras de Ernesto Nazareth)

cenografia: Fernando Velloso

figurino: Freusa Zechmeister

iluminação: Paulo Pederneiras

Homenagem, em música e movimento, ao mais erudito dos compositores populares brasileiros, Ernesto Nazareth (1863-1934), o balé Nazareth, de 1993, transporta para o palco, com insuspeitado requinte, a sensualidade e a brejeirice da dança brasileira de salão. Com base na obra do genial criador do “tango brasileiro”, o compositor e escritor paulista José Miguel Wisnik recorre ao conceito de espelhamento melódico para operar movimentos retrógrados que, induzidos por computador, desvendam surpreendentes e cristalinas construções musicais, numa recriação absolutamente autoral, original e contemporânea da obra de Nazareth. São comentários, citações, variações, que, bebendo sempre da mesma fonte, terminam por desaguar em outros braços de mar. O erudito e o popular se encontram e se confundem também na transcriação cinética e visual do gênio de Ernesto Nazareth (1863-1934) pela equipe de criadores do Grupo Corpo. Em consonância com a música original, Rodrigo Pederneiras engendra uma coreografia espelhada, repleta de imagens dúbias e cenas que vão e voltam, conferindo a Nazareth um tratamento espacial que se apropria da "caixa-preta" do teatro para deslizar com irresistível leveza e fluidez pelo chão de polcas, chorinhos e maxixes estendido por Wisnik e seu inspirador. Em tons de cinza, preto e branco, os figurinos de Freusa Zeichmeister têm linhas arrojadas que beiram o futurismo, e adereços que remetem à elegância do começo do século passado. O cenário de Fernando Velloso dispõe quatorze rosas tridimensionais de 1,70m de diâmetro, moldadas em tela de metal que, penduradas por fios de aço, flutuam no fundo da cena. Em tons de âmbar e pêssego, a luz de Paulo Pederneiras termina de compor a ambiência deste Nazareth pós-moderno. Que já nasceu clássico.

nazareth    1993
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