MINISTÉRIO DA CULTURA, CEMIG e PETROBRAS apresentam

Slide 1

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Lecuona

2004

coreografia: Rodrigo Pederneiras
música: Ernesto Lecuona
cenografia e iluminação: Paulo Pederneiras
figurino: Freusa Zechmeister

Amores ardentes, vorazes volúpias, ciúmes nefastos, corações partidos, saudades brutais, desprezo, rancor, indiferença…

Com letras que beiram o kitsch e construções melódicas estonteantemente belas, o romantismo rasgado das canções de Ernesto Lecuona (1895-1963) havia capturado o coração bailarino do coreógrafo Rodrigo Pederneiras em meados dos anos 80. Duas décadas depois, em 2004, o Grupo Corpo rendia-se à genialidade do maior ícone da música cubana de todos os tempos e decidia abrir uma exceção à regra, estabelecida em 1992, de só trabalhar com trilhas especialmente compostas para colocar em cena o balé que leva seu nome: Lecuona.

Uma vertiginosa sequência de 38 minutos de pas de deux e uma única formação de grupo, criadas por Rodrigo Pederneiras sobre doze doridas canções de amor e uma valsa do célebre autor de Siboney, emprestam a Lecuona um caráter absolutamente singular e diferenciado das demais criações do grupo. Esbanjando sensualidade, a tradução visual e cênica das canções de Ernesto Lecuona ganha com cada casal de protagonistas a sua própria cor.

O cenário de luz criado por Paulo Pederneiras em parceria com Fernando Velloso delimita o espaço cênico através de cubos luminosos monocromáticos, que deslocam-se na caixa-preta conforme o vai-da-dança do par romântico da vez.

Dominadores, os rapazes entram em cena sobre sapatos sociais de verniz, envergando camisas, camisetas ou regatas e calças de cós, em diferentes matizes de preto. Em vestidos vaporosos, com fendas e decotes variados, as fogosas damas de Lecuona sobem em saltos de 4,5 a 9 cm e colorem-se, dos pés à cabeça, com uma única cor, de tom invariavelmente quente, que dialoga com o matiz de luz definida para acompanhar o casal.

Nos poucos mais de dois minutos da valsa final, um gigantesco cubo de espelhos interpõe-se à cena, e, dentro dele, seis pares de bailarinos (elas, agora, portando longos e esvoaçantes vestidos brancos) multiplicam-se no jogo de espelhos, transformando o número de encerramento em um grande e luminoso baile de tempos que não voltam mais.

Obras

Piracema

Piracema

Primavera

Primavera

Gil Refazendo

Gil Refazendo

Dança Sinfônica

Dança Sinfônica

Suíte Branca

Suíte Branca

Sem Mim

Sem Mim

Onqotô

Onqotô

Lecuona

Lecuona

Santagustin

Santagustin

O Corpo

O Corpo

Benguelê

Benguelê

Parabelo

Parabelo

Sete ou Oito Peças para um Ballet

Sete ou Oito Peças para um Ballet

Nazareth

Nazareth

Missa do Orfanato

Missa do Orfanato